Economia

CNPE aprova aumento da mistura de etanol para 32% e gera preocupação no setor

CNPE aprova aumento da mistura de etanol para 32% e gera preocupação no setor

A partir de 1º de agosto de 2026, a mistura de etanol anidro na gasolina será aumentada de 30% para 32%. Essa decisão foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em uma resolução datada de 14 de julho de 2026. A medida valerá por um período de seis meses, podendo ser prorrogada por mais tempo.

A motivação por trás dessa mudança é a redução das importações de gasolina, em um contexto de flutuação nos preços do petróleo, influenciados por tensões no Oriente Médio. O Ministério de Minas e Energia (MME) afirmou que o objetivo é diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados e aumentar a presença do biocombustível na matriz energética brasileira.

Resultados de testes e preocupações do setor

De acordo com o MME, foram realizados testes que indicam que a nova mistura não apresentará impactos relevantes no funcionamento dos veículos, mesmo aqueles que não são equipados com motores flex. Os resultados foram fornecidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

No entanto, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) expressou preocupação com essa decisão. A entidade alerta para possíveis riscos ao desempenho e à durabilidade de veículos leves e motocicletas, o que pode resultar em custos adicionais de manutenção para os consumidores.

Vale lembrar que a mistura de etanol já havia sido aumentada anteriormente, passando de 27% para 30% em 2025, e que a adição de etanol na gasolina começou em 1931, com uma taxa de até 5%.

Opinião

A decisão do CNPE reflete a necessidade de diversificação da matriz energética, mas é essencial que a segurança dos veículos e a qualidade dos combustíveis sejam priorizadas.