A PEC do fim da escala 6×1, que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, está em pauta no Senado após aprovação na Câmara dos Deputados. A análise da proposta está agendada para o dia 06/10/2026, apenas dois dias após o primeiro turno das eleições.
O acordo entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, acelerou a tramitação da PEC. No entanto, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) está mobilizando uma articulação contra a aprovação da proposta, pedindo que sua votação seja adiada até o fim das eleições.
Impactos Econômicos da PEC
A CNC argumenta que a aprovação da PEC pode resultar em um impacto de até R$ 2,9 trilhões em faturamento e a perda de 640 mil empregos formais. Além disso, o aumento de custos operacionais pode levar a um repasse de preços ao consumidor, afetando o varejo e os serviços nos próximos meses.
O economista Luís Gustavo Budziak destaca que as empresas que operam durante o fim de semana, como supermercados e farmácias, enfrentarão desafios significativos para se adaptar à nova jornada, o que pode comprometer sua produtividade e fluxo de caixa.
Preocupações do Setor Produtivo
Entidades do setor produtivo expressam preocupações sobre como as empresas conseguirão manter suas operações sem aumentar custos, especialmente em um cenário econômico já fragilizado. A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) também alertou sobre um possível aumento de preços e o avanço da informalidade no mercado de trabalho.
Opinião
A discussão sobre a PEC do fim da escala 6×1 revela a tensão entre a necessidade de modernização das leis trabalhistas e a proteção do emprego e da economia, um dilema que deve ser cuidadosamente avaliado pelos legisladores.





