Ciro Gomes, pré-candidato do PSDB ao governo do Ceará, reagiu a críticas após anunciar sua aliança com o PL. Em resposta ao senador Camilo Santana (PT-CE), que o acusou de se aliar ao bolsonarismo, Ciro afirmou que seus novos aliados são ‘homens honrados’.
No último domingo (31), Ciro foi questionado sobre sua mudança de postura em relação à família Bolsonaro, que ele já havia chamado de ‘ladrões’ e ‘bandidos’. Santana indagou por que Ciro não criticava mais o ex-presidente e seu filho, Flávio Bolsonaro, em meio a investigações envolvendo o Banco Master.
Ciro justificou sua aliança ao afirmar que buscava unir a oposição cearense contra o PT, que, segundo ele, ‘corrompe totalmente’. O pré-candidato destacou que seus aliados são ‘limpos’ e não estão envolvidos em escândalos.
Desculpas a Capitão Wagner
O político também revelou ter pedido desculpas ao pré-candidato ao Senado Capitão Wagner (União), admitindo que o atacava ‘cegamente’ por ser adversário de seu irmão, Cid Gomes (PSB-CE). Ciro consolidou sua aliança com Wagner e outros líderes, como Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, e o deputado André Fernandes (PL-CE).
Críticas de Michelle Bolsonaro e crise no PL
A aliança de Ciro com o PL gerou resistência interna, especialmente da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que criticou a aproximação em um evento. Ela questionou a aliança com alguém que se opõe ao ‘maior líder da direita’. O ex-presidente Jair Bolsonaro apoiou a decisão, mas a situação gerou tensões na família Bolsonaro.
Após a repercussão, o PL suspendeu temporariamente a articulação com o PSDB. A crise se intensificou quando Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu Fernandes, chamando a posição de Michelle de ‘injusta’.
Opinião
A aliança de Ciro Gomes com o PL reflete um cenário político em constante transformação, onde antigas rivalidades são deixadas de lado em busca de poder.





