Internacional

China bloqueia Meta e impede compra da startup Manus em meio a tensões com EUA

China bloqueia Meta e impede compra da startup Manus em meio a tensões com EUA

O órgão de planejamento estatal da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), bloqueou a compra da startup chinesa de inteligência artificial Manus pela Meta, dona do Facebook. Essa decisão foi tomada em um momento em que Pequim e Washington competem pela supremacia em indústrias de ponta.

A medida reflete o compromisso de Pequim em impedir que talentos e propriedades intelectuais de IA sejam adquiridos por entidades dos EUA. Isso ocorre enquanto o governo americano tenta dificultar o desenvolvimento de IA na China através de controles de exportação que limitam o acesso a chips americanos.

Impacto nas Relações EUA-China

O bloqueio à aquisição da Manus pode adicionar um novo tema espinhoso à agenda da cúpula planejada para meados de maio entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping. A Meta havia adquirido a Manus em dezembro por mais de US$ 2 bilhões, buscando expandir suas capacidades em agentes de IA.

Desde então, a startup Manus se destacou por lançar o que afirma ser o primeiro agente de IA geral do mundo, sendo aclamada pela mídia estatal e comentaristas como a próxima DeepSeek. No entanto, em março, o diretor-presidente da Manus, Xiao Hong, e o cientista-chefe, Ji Yichao, foram impedidos de deixar a China enquanto os reguladores revisavam o acordo.

Mudança de Sede e Reações do Mercado

Em resposta às tensões, a Manus decidiu mudar sua sede para Cingapura, juntando-se a outras empresas chinesas que tomaram a mesma decisão para mitigar riscos. Alfredo Montufar-Helu, diretor administrativo da Ankura China Advisors, comentou que a intervenção da China reflete como a IA se tornou central na competição estratégica entre as duas maiores economias do mundo. Ele afirmou que a China está determinada a proteger ativos que considera importantes para a segurança nacional.

Opinião

O bloqueio da Meta pela China evidencia como as tensões geopolíticas podem impactar diretamente o setor de tecnologia, especialmente em áreas tão estratégicas quanto a inteligência artificial.