A audiência de conciliação conduzida por Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 13/08/2026, entre a União, o governo do Distrito Federal (GDF) e o Banco de Brasília (BRB) terminou sem um acordo. O BRB necessita de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor suas contas, após negociações envolvendo o Banco Master.
Em maio, o Executivo e o GDF firmaram um acordo para viabilizar uma operação de crédito sem aval da União, contando com a participação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e garantias de um conjunto de bancos. Durante a audiência, Fux ouviu a governadora Celina Leão (PP), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e representantes de instituições como o Banco Central e a Advocacia-Geral da União.
Conflito de Interesses
A governadora Celina Leão reconheceu que o BRB não divulgou seu balanço financeiro após o surgimento da investigação do caso Master, mas defendeu que todas as informações financeiras foram enviadas ao FGC, ressaltando a viabilidade da operação. “O banco está nesta condição desde novembro do ano passado. É um banco sólido. É um banco que sobreviveu com liquidez”, destacou.
Por outro lado, o ministro Dario Durigan reiterou sua posição contrária à concessão de aval do governo federal, afirmando que “a União não tem nada que ver com essa história” e que o problema deve ser tratado pelos responsáveis no governo do DF.
Entraves nas Negociações
O STF informou que os principais entraves nas negociações incluem a segurança das garantias oferecidas aos bancos em caso de inadimplência e as informações necessárias para a análise do plano de negócios do BRB. Em setembro de 2025, o Banco Central já havia rejeitado a compra do Master pelo BRB após detectar suspeitas de fraudes e compra de ativos sem lastro.
Opinião
A divergência entre a governadora e o ministro reflete a complexidade das relações financeiras entre estados e a União, evidenciando a necessidade de um diálogo mais efetivo para resolver questões críticas como a do BRB.





