A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou uma nova política que exige teste genético para atletas mulheres, restringindo a participação apenas ao sexo biológico feminino. A medida foi divulgada na última sexta-feira, 14 de outubro de 2023, e visa alinhar-se com as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
Nova Política de Elegibilidade
De acordo com a nova política, apenas atletas do sexo biológico feminino poderão competir em eventos organizados pela CBV. O teste do gene SRY será realizado através de exame de sangue ou esfregaço bucal. Essa decisão reflete uma adaptação às normas internacionais em vigor, conforme destacou o presidente da CBV, Radamés Lattari, em seu comunicado.
Impacto nas Competições Futuras
A nova política de elegibilidade entrará em vigor na temporada 26/27, afetando competições como a Superliga A e B, Supercopa 2026, Copa Brasil 2027 e o Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027. A CBV busca, assim, manter a conformidade com as regras internacionais, garantindo que seus campeonatos estejam em paridade com as competições globais.
Atleta Trans Atingida pela Nova Diretriz
Entre as atletas que podem ser impactadas por essa nova diretriz está a jogadora Tiffany, mulher trans que atua no Osasco São Cristóvão Saúde. A situação de Tiffany é delicada, uma vez que, em fevereiro, a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, decidiu a favor de sua participação em um jogo contra o SESC RJ Flamengo. Na ocasião, a CBV havia recorrido ao STF, contestando uma lei municipal que proibia a participação de atletas trans em eventos esportivos na cidade de Osasco.
Opinião
A nova política da CBV levanta questões sobre inclusão e equidade no esporte, especialmente em relação às atletas trans, como Tiffany, que lutam por reconhecimento e direitos em suas respectivas competições.





