A Companhia Brasileira de Tratores (CBT), fundada por Mário Pereira Lopes no interior de São Paulo, dominou o mercado brasileiro de tratores nas décadas de 1970 e 1980. A empresa se destacou ao resolver gargalos específicos dos produtores nacionais, oferecendo tratores robustos e de manutenção acessível.
Com a interrupção da produção em 1995, a CBT enfrentou uma série de desafios que culminaram em seu colapso. A abertura de mercado promovida pelo governo Collor e a chegada de tratores estrangeiros modernos tornaram os produtos da CBT obsoletos. O pedido oficial de falência foi feito em novembro de 1995, e o decreto de falência foi assinado em 1997.
Consequências da Falência
A falência da CBT resultou em mais de 1.800 trabalhadores desempregados e dívidas que somavam cerca de R$ 400 milhões. O patrimônio da empresa foi leiloado para pagar credores, e o antigo parque industrial foi adquirido pela TAM, que o transformou em um centro tecnológico.
Tentativas de Diversificação
Na busca por diversificação, a CBT lançou a aeronave agrícola CBT Tarpan e o jipe Javali, mas essas iniciativas não conseguiram superar os altos custos de produção e a forte concorrência no mercado.
Legado e Nostalgia
Hoje, a CBT é lembrada com nostalgia, com colecionadores valorizando seus modelos antigos, que podem ser vendidos por mais de R$ 78 mil. Embora a marca tenha desaparecido, sua história reflete um dilema nacional sobre a dependência do Brasil em tecnologia estrangeira na engenharia de máquinas pesadas.
Opinião
A história da CBT ilustra como a falta de adaptação às mudanças do mercado pode levar ao colapso, servindo de alerta para outras indústrias.





