O presidente da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), Ricardo Ayache, conversou com o Correio do Estado sobre o polêmico reajuste de 1.185% na contribuição fixa dos cônjuges dos beneficiários, anunciado em 14 de maio. O aumento foi justificado por um déficit financeiro significativo enfrentado pela instituição nos últimos anos.
De acordo com a Cassems, o grupo de cônjuges arrecadou cerca de R$ 61 milhões nos últimos 12 meses, enquanto as despesas assistenciais ultrapassaram R$ 250 milhões, resultando em um déficit de R$ 189 milhões projetado para 2025. A nova contribuição passará de uma média de R$ 120 para R$ 450, um valor que Ayache afirma ser necessário para garantir a viabilidade do plano de saúde.
Críticas e alternativas
Apesar das justificativas, o aumento gerou críticas de beneficiários e sindicatos, que pedem alternativas mais viáveis. Ayache afirmou que a reestruturação da contribuição foi debatida internamente por dois a três anos e que a Cassems já implementou medidas administrativas para reduzir custos, como a instalação de uma usina fotovoltaica.
Enquanto isso, a situação financeira da Cassems continua a ser desafiadora. O aporte de R$ 60 milhões do governo em setembro de 2023 foi direcionado para cobrir despesas acumuladas durante a pandemia, mas não resolveu as dificuldades financeiras atuais. A inflação na saúde, que varia entre 12% a 15%, tem pressionado ainda mais a instituição.
Futuro da Cassems
Ayache destacou que, apesar do aumento, os valores praticados pela Cassems ainda estão abaixo da média do mercado, que gira em torno de R$ 800 a R$ 1 mil. Ele acredita que muitos beneficiários continuarão a optar pelo plano devido à qualidade do atendimento.
Por fim, ele mencionou que a Cassems está aberta a sugestões e que qualquer nova proposta será avaliada pelo Conselho de Administração. No entanto, até o momento, a decisão de manter o aumento está mantida.
Opinião
A situação da Cassems revela a complexidade do financiamento da saúde e a necessidade de um equilíbrio entre custos e qualidade nos serviços prestados.





