A eleição ao Senado em outubro de 2026 trará à tona debates intensos sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a relação entre os Poderes. No Sul do Brasil, pré-candidatos já se posicionam sobre a possibilidade de impeachment de ministros da Corte, refletindo uma polarização crescente nas campanhas eleitorais.
Pré-candidatos no Paraná e suas propostas
No Paraná, a disputa conta com nomes como Deltan Dallagnol pelo Novo e Gleisi Hoffmann pelo PT. Dallagnol, ex-procurador da operação Lava Jato, defende a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF, criticando a inação de senadores sobre o tema. Ele afirma que não há mais justificativas para a permanência de ministros que, segundo ele, cometem abusos.
Por outro lado, Gleisi Hoffmann, que não se manifestou recentemente sobre o impeachment, destacou que não vê motivos para tal ação, defendendo a necessidade de respeitar as instituições democráticas.
Movimentações em Santa Catarina e Rio Grande do Sul
Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, se coloca como pré-candidato ao Senado, prometendo priorizar a pauta do impeachment de ministros do STF. Ao seu lado, a deputada Caroline De Toni também se comprometeu a levantar questões sobre a atuação da Corte.
No Rio Grande do Sul, o deputado Marcel van Hattem pelo Novo e outros candidatos do PL se alinham em torno da crítica ao STF. A proposta de Alvaro Dias (MDB) de acabar com o foro privilegiado também é uma das pautas que promete aquecer o debate eleitoral, visando maior transparência nas relações entre os Poderes.
O debate sobre o STF nas eleições
O tema do impeachment de ministros e a relação entre o Legislativo e o Judiciário estão no centro das discussões eleitorais no Sul do Brasil. A articulação entre candidatos de diferentes partidos indica que a postura em relação ao STF será um fator crucial para os eleitores na hora de decidir seus votos.
Opinião
As eleições de 2026 prometem ser um divisor de águas, especialmente com a relação entre os Poderes em foco. A forma como os candidatos lidam com o STF pode definir não apenas suas campanhas, mas o futuro das instituições no Brasil.





