A Câmara de Vereadores de Joinville concluiu, em uma sessão marcada por grande tensão, a votação que resultou na cassação do vereador Cleiton Profeta (PL) por 13 votos, o mínimo necessário para a perda do mandato. A decisão foi tomada após a aceitação da denúncia protocolada pelos diretórios do partido Novo, que alegou quebra de decoro parlamentar.
A votação contou com dois votos pela absolvição e três abstenções, demonstrando a divisão entre os parlamentares. O processo, que teve início em março de 2023, mobilizou a comunidade joinvilense e atraiu um público expressivo para a sessão de julgamento, que ficou repleta durante todo o evento.
Votação e Consequências
Os 13 votos a favor da cassação foram dados por vereadores de diferentes partidos, incluindo Alisson, Érico Vinicius, Neto Petters, e Vanessa Venzke Falk do partido Novo, além de representantes do MDB, PSD, União Brasil, Podemos, Republicanos e PT. Com a decisão, Cleiton Profeta pode perder seus direitos políticos por até oito anos. O suplente Cassiano Ucker (PL) deve assumir o cargo em breve.
Defesa e Mobilização Popular
A defesa de Cleiton Profeta questionou a legalidade do processo, alegando parcialidade na condução do mesmo. Durante a sessão, a mobilização popular foi intensa, com apoiadores do vereador lotando as galerias e utilizando cartazes e vuvuzelas para expressar suas opiniões. A transmissão ao vivo pelo canal da Câmara no YouTube também atraiu mais de 500 internautas, refletindo o interesse da comunidade pelo caso.
Opinião
A cassação de Cleiton Profeta levanta questões sobre a ética e a conduta dos representantes públicos, além de evidenciar a polarização política em Joinville.





