A morte da menina Ana Clara Gomes Machado, de apenas 5 anos, em 2 de fevereiro de 2021, ainda repercute na sociedade. A criança foi atingida por um tiro de fuzil calibre 7,62 mm enquanto brincava em frente à sua casa, localizada na travessa Alvorada, no bairro do Badu, em Niterói (RJ). O acusado pelo disparo é o cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli, que foi preso em flagrante na ocasião.
A mãe da vítima, Cristiane Gomes da Silva, relatou que a menina foi socorrida e levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu aos ferimentos. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o policial por homicídio qualificado, alegando que ele efetuou disparos em uma área residencial, assumindo o risco de matar.
Defesa e Controvérsias
A defesa do cabo Delaroli argumentou que o disparo ocorreu durante um confronto com traficantes, mas o MPRJ e a Polícia Militar afirmaram que não houve confronto no momento do incidente. A perícia encontrou apenas munições de fuzil no local, e a mãe da menina declarou que o policial foi o único a atirar.
O senador Flávio Bolsonaro integrou a defesa do policial, sem cobrar honorários, e afirmou que confia na inocência de Delaroli, embora não tenha apresentado evidências que sustentem sua afirmação. O julgamento do caso está agendado para 5 de maio de 2027, após a negação de recursos pela Suprema Corte, STJ e TJRJ.
Impacto na Família
Cristiane expressou sua dor e a falta que a filha faz em sua vida. Ela destacou que nunca recebeu um pedido de desculpas do Estado e que a saudade aumenta em datas especiais. “Acordo todos os dias sem minha filha e nunca ouvi um pedido de desculpas do Estado”, disse a mãe.
Opinião
O caso de Ana Clara expõe a fragilidade do sistema judicial e a dor de uma família que aguarda justiça. O julgamento marcado para 2027 gera expectativa e clamor por respostas.





