O Banco de Brasília (BRB) aprovou, em assembleia-geral extraordinária, um aumento de capital social de até R$ 8,8 bilhões para lidar com o rombo causado pelo seu envolvimento com o Banco Master. A decisão foi tomada na última quarta-feira, 22 de abril de 2026.
A operação ocorrerá por meio de subscrição privada, permitindo que apenas os acionistas possam participar do investimento. O patrimônio do BRB, atualmente em R$ 2,3 bilhões, pode subir de R$ 2,8 bilhões a R$ 11,1 bilhões.
Investimento do GDF
Para que o Governo do Distrito Federal (GDF) mantenha sua posição como acionista majoritário, será necessário um aporte de R$ 5,3 bilhões. Atualmente, o GDF detém 53,71% do controle acionário do BRB.
Consequências do rombo
O rombo financeiro está relacionado a uma transação realizada pelo ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi preso sob suspeita de facilitar a compra de ativos fraudulentos em troca de imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões. A operação, segundo investigações, paralisou em R$ 74,6 milhões após a descoberta de irregularidades.
Empréstimo aprovado
Em março, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou um pacote de socorro ao BRB, que inclui a utilização de imóveis públicos em fundos de investimento e um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No entanto, essa lei enfrenta resistência da oposição, que questiona a falta de estudos e os possíveis danos ao patrimônio público.
Atualmente, o BRB é presidido por Nelson Antônio de Souza, ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo de Michel Temer. Em declarações, Souza afirmou que sua intenção é analisar as carteiras de crédito para eliminar os ativos considerados ‘podres’.
Opinião
A situação do BRB evidencia a fragilidade das instituições financeiras e a necessidade de uma gestão mais rigorosa para evitar novos escândalos.





