A Braskem recebeu um alívio de 60 dias contra credores, conforme decisão da 2ª Vara de Falências de São Paulo. Essa medida ocorre em meio a uma reestruturação financeira da empresa, que pode culminar em um pedido de recuperação extrajudicial. Durante esse período, estão suspensas todas as execuções e restrições judiciais movidas por credores, desde que estes tenham sido convidados a participar de uma mesa de mediação promovida pela petroquímica.
A empresa enfrenta uma severa crise de caixa, com um consumo de R$ 5,039 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026. Essa situação é agravada pela dívida total de US$ 8,5 bilhões, que se torna ainda mais preocupante, uma vez que a maior parte desse montante precisa ser paga após 2030. Além disso, a Braskem afirma que o aumento dos preços do petróleo, em decorrência de conflitos no Oriente Médio, é uma das causas para a sua atual situação.
A Braskem também é responsável pela reparação dos danos causados pelo afundamento do solo em Maceió, que começou a ser evidenciado em março de 2018. Desde então, mais de 14 mil imóveis foram evacuados, afetando cerca de 60 mil moradores e criando áreas desertas na capital alagoana. Para lidar com essa situação, a empresa reservou R$ 14,4 bilhões para reparação.
As ações da Braskem, que chegaram a ser cotadas a R$ 66,80, caíram drasticamente para R$ 6,27, refletindo a perda de confiança do mercado. Desde o início de 2026, a queda das ações foi de 18,8%. A empresa expressou respeito e solidariedade com os moradores afetados e reafirmou seu compromisso em compensar os danos causados.
Opinião
A situação da Braskem é um reflexo das dificuldades enfrentadas por empresas que lidam com crises ambientais e financeiras, destacando a necessidade de uma gestão mais eficaz e responsável.





