Em julho de 2025, o Brasil completou um ano fora do Mapa da Fome, um marco significativo que resultou em menos de 2,5% da população em risco de subnutrição. No entanto, apesar dessa conquista, cerca de 6,5 milhões de brasileiros ainda enfrentam insegurança alimentar grave.
Embora o Índice Multidimensional de Insegurança Alimentar tenha sido lançado em janeiro de 2025, revelando a complexidade do problema, especialistas alertam que a manutenção desse progresso depende de políticas públicas permanentes nas áreas de emprego, renda, saúde, educação e segurança alimentar.
Conquistas e Desafios
Atualmente, 77% da população brasileira tem acesso regular a alimentos saudáveis, refletindo o menor índice de desemprego em 13 anos e o reajuste do salário mínimo superior a 6% desde 2022. O Plano Brasil sem Fome foi uma das iniciativas chave que ajudou a articular medidas de proteção social e econômica. Este plano também promoveu a agricultura familiar e garantiu acesso à alimentação adequada.
A secretária Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Valéria Burity, enfatizou a importância de garantir o direito à alimentação adequada para todos os brasileiros, destacando que o foco atual é incluir aqueles que ainda estão em risco de insegurança alimentar nas políticas públicas.
O Papel do Bolsa Família
O Bolsa Família tem sido fundamental na redução da fome, permitindo que milhões de famílias recuperem seu poder de compra. O economista Daniel Duque ressaltou que a desaceleração dos preços dos alimentos em relação à inflação geral também contribuiu para essa melhoria, junto com as boas safras nos últimos anos.
Apesar das conquistas, o caminho ainda é desafiador. O pesquisador Lucas de Almeida Moura apontou que é necessário criar mecanismos permanentes para garantir a segurança alimentar, que incluem não apenas a oferta de alimentos, mas também a criação de uma estrutura que assegure acesso adequado à alimentação.
Opinião
A saída do Brasil do Mapa da Fome é um passo importante, mas a luta contra a insegurança alimentar ainda requer atenção constante e políticas eficazes.





