O diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, revelou em depoimento à Polícia Federal que o Banco Master possuía apenas R$ 4 milhões em caixa no momento da liquidação. Esse montante é alarmante se comparado às fraudes investigadas, que somam cerca de R$ 12 bilhões, um valor três mil vezes superior ao disponível.
No dia 29 de janeiro de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, levantou o sigilo dos depoimentos da acareação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e outras testemunhas, atendendo a um pedido do próprio Banco Central. Os vídeos das audiências já estão disponíveis no site do STF.
Ailton Aquino também destacou que o Banco Master detinha aproximadamente R$ 80 bilhões em títulos, o que exigiria que a instituição mantivesse entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em liquidez. No entanto, a realidade era bem diferente, com o banco possuindo apenas uma fração mínima desse valor disponível para movimentação.
A disparidade entre o patrimônio total e o dinheiro disponível foi o foco central da análise realizada pelo Banco Central. Durante seu depoimento, Aquino comparou a fraude do Banco Master ao caso do Banco Cruzeiro do Sul, que foi descoberto em 2012 por emitir títulos de crédito falsos para manipular artificialmente seu caixa.
Opinião
A situação do Banco Master evidencia a necessidade urgente de uma fiscalização mais rigorosa no setor financeiro, para proteger os investidores e evitar fraudes semelhantes no futuro.





