Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência em 2026, entregou honrarias a Gilmar Mendes e Dias Toffoli em 2025, destacando sua relação próxima com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio a um clima de tensão entre os Poderes, Caiado propôs reformas significativas para o Judiciário.
Propostas de reforma do Judiciário
Caiado sugeriu uma idade mínima de 60 anos para a indicação de ministros do STF e uma quarentena de 8 anos para juízes que desejam se candidatar a cargos eletivos. Ele também defendeu uma janela de 4 anos para que ex-ministros possam retomar a advocacia, além de proibir a atuação de escritórios de advocacia com parentes de primeiro grau de ministros.
Anistia e críticas à ‘patrulha’
Em sua pré-campanha, Caiado prometeu uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, o que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em regime domiciliar. Caiado criticou a ‘patrulha’ que observa suas relações com o Judiciário, afirmando que tem o direito de frequentar eventos e debater com todos os setores políticos.
Histórico de relação com Gilmar Mendes
A relação de Caiado com Gilmar Mendes remonta à década de 1980, quando ambos começaram suas trajetórias políticas. Mendes foi indicado ao STF por Fernando Henrique Cardoso, e Caiado frequentemente expressa gratidão pelas decisões que beneficiaram Goiás. Recentemente, Caiado foi criticado por sua proximidade com Mendes, mas defendeu sua postura de diálogo e debate político.
Opinião
A proposta de Caiado de reformar o STF e sua defesa da anistia levantam questões importantes sobre a relação entre os Poderes e a manutenção da democracia no Brasil. A capacidade de diálogo e as reformas necessárias devem ser discutidas com seriedade.





