O presidenciável Augusto Cury (Avante) está no centro de uma polêmica após omitir empresas das quais é sócio na autodeclaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cury declarou um patrimônio de R$ 242,2 milhões, mas não incluiu suas participações em três empresas localizadas na Flórida, nos Estados Unidos, além de duas firmas no Brasil.
A informação foi inicialmente revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão. Em resposta, a campanha de Cury alegou que as participações omitidas são “inexpressivas” em relação ao patrimônio total do candidato, que segundo eles, foi construído “de forma lícita”. A equipe de Cury também mencionou que “eventuais inconsistências” na declaração seriam corrigidas, embora até a manhã de domingo, 6, o pedido de retificação não tivesse sido enviado.
Na declaração ao TSE, Cury listou participações em sete empresas, mas cinco companhias das quais é sócio ficaram de fora. As três empresas na Flórida que não foram mencionadas são: Cury Academia Comportamental, Contemplare Investments e Free Mind Publish. No Brasil, ele não declarou a sociedade na Contemplare e na Academia de Pensar e Brincar, ambas localizadas em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Na corrida presidencial, Augusto Cury aparece em terceiro lugar na pesquisa Quaest, com 10% das intenções de voto. Este número representa um crescimento de 8 pontos em relação à rodada anterior da pesquisa. Apesar do aumento, Cury ainda está distante dos líderes da disputa, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que polarizam a eleição.
Além disso, Cury tem recebido apoio de um grupo de microinfluenciadores e profissionais ligados ao coach Pablo Marçal, que também é presidenciável pelo PRTB.
Opinião
A omissão de informações relevantes na declaração de bens de Cury levanta questões sobre a transparência e a ética na corrida presidencial.





