Empresários e produtores do agronegócio brasileiro estão se unindo em uma campanha humanitária para ajudar as vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho de 2026. Com a magnitude do principal tremor alcançando 7,5, as consequências foram devastadoras, resultando em 2.295 mortes confirmadas e 6.461 pessoas resgatadas.
A iniciativa busca arrecadar alimentos não perecíveis, como arroz, feijão, açúcar, farinha de trigo e óleo de soja, que serão enviados a partir da próxima semana. O transporte será feito por caminhões, uma vez que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, está fechado. O empresário Antônio Cabrera, presidente do Grupo Cabrera e ex-ministro da Agricultura, é um dos idealizadores da ação. “Estamos estudando a possibilidade de enviar cargas refrigeradas com carne e frango”, comentou.
A mobilização conta com o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Cabrera destacou que o setor agrícola, que já exporta para mais de 200 países, pode ser um protagonista na solidariedade e ajuda humanitária.
A arrecadação dos produtos está sendo coordenada pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja e Milho de Roraima (Aprosoja Roraima), localizada em Boa Vista. Os alimentos serão enviados para Pacaraima, na divisa com a Venezuela, e depois seguirão para Santa Elena de Uairén e, finalmente, para Caracas.
Dentro da Venezuela, a distribuição dos donativos ficará a cargo da Confederação de Associações de Produtores Agropecuários da Venezuela (Fedeagro), em parceria com a Cáritas Venezuela. O presidente da Aprosoja Roraima, Murilo Ferrari, informou que, nos primeiros dias de campanha, já foram arrecadadas cerca de 15 toneladas de arroz e que, dependendo do sucesso da arrecadação nesta semana, um comboio poderá ser enviado em breve.
Opinião
A mobilização do agronegócio brasileiro demonstra a força da solidariedade em momentos de crise, mostrando que iniciativas como essa podem fazer a diferença na vida de milhares de pessoas afetadas por tragédias.





