Campo Grande, carinhosamente chamada de Cidade Morena, possui uma das maiores taxas de arborização urbana do Brasil. Contudo, a capital sul-mato-grossense enfrenta um severo sufocamento financeiro e uma desconexão entre a administração e as demandas da população. O professor aposentado da UFMS, Ângelo Arruda, apresenta 14 medidas de baixo custo para transformar a cidade, focando na mobilização comunitária e na utilização de estruturas já existentes.
Orçamento e Desenvolvimento
Arruda destaca que o orçamento público é a gênese do desenvolvimento da cidade e critica a falta de investimentos diretos. Ele defende a corresponsabilidade da comunidade na gestão urbana, ressaltando que Campo Grande possui mais de 300 espaços comunitários ociosos que podem ser utilizados para iniciativas sociais.
Propostas para Saúde e Educação
Entre as propostas, estão a criação de Farmácias Solidárias em associações e igrejas e a implantação de bibliotecas itinerantes e saraus de bairro, que valorizariam a cultura local. Arruda também sugere a reativação do Programa de Parceria da Administração Municipal (Propam), que visa a manutenção das praças e espaços públicos.
Mobilidade e Segurança
No âmbito da mobilidade, a proposta Domingo no Parque interdita vias para atividades de lazer, enquanto na segurança, Arruda propõe um mapeamento dos pontos críticos e a iluminação com LED para melhorar a segurança urbana.
Opinião
A visão de Ângelo Arruda para Campo Grande é um convite à participação cidadã e ao uso inteligente de recursos já disponíveis, mostrando que pequenas mudanças podem gerar grandes impactos na qualidade de vida da população.





