As apreensões de cigarros de origem estrangeira em Mato Grosso do Sul sofreram uma nova alta, com um aumento de 62,8% na quantidade de maços retidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em comparação com os dados de 2022. Em 2025, a PRF apreendeu 9,8 mil toneladas de cigarros, um número alarmante que reflete o crescimento do contrabando na região.
Aumento nas apreensões
O superintendente da PRF, João Paulo Pinheiro Bueno, informou que, apesar de uma queda significativa em 2022, as apreensões voltaram a crescer em 2025, com um aumento de 45,8% em relação ao ano anterior. De janeiro a abril de 2023, a PRF já havia apreendido 1,9 mil toneladas de cigarros, uma média de aproximadamente 16,5 mil maços por dia.
O impacto do contrabando
O setor de cigarros contrabandeados movimenta cerca de R$ 10,3 bilhões por ano no Brasil, um valor próximo ao do tráfico de cocaína, que é de R$ 15 bilhões. Estima-se que 62% dos cigarros produzidos no Paraguai sejam trazidos para o Brasil, com 60% do cigarro comercializado no país passando por Mato Grosso do Sul.
Lucratividade do contrabando
O lucro obtido com a venda de cigarros contrabandeados pode chegar a 500% no Brasil. Um maço que custa cerca de R$ 1,20 no Paraguai pode ser vendido a aproximadamente R$ 4,46 no Brasil. Essa diferença acentuada de preços é um dos fatores que alimentam o contrabando.
Desafios e estratégias da PRF
De acordo com João Bueno, o aumento nas apreensões é resultado de investimentos em tecnologia e capacitação da PRF. Ele destacou que a instituição se adaptou mesmo durante a pandemia, mantendo um alto nível de fiscalização nas rodovias federais.
Opinião
O aumento nas apreensões de cigarros contrabandeados evidencia a necessidade de uma resposta eficaz das autoridades para combater o crime organizado e proteger a saúde pública.





