A Aneel decidiu, em 31 de julho de 2026, que a bandeira tarifária amarela será mantida em agosto, resultando em uma cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. Essa tarifa extra está em vigor desde maio de 2026 e reflete as condições menos favoráveis de geração de energia no Brasil, especialmente devido ao período seco.
Com os reservatórios das hidrelétricas apresentando níveis reduzidos, a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custos mais elevados, se torna mais frequente. A Aneel ressaltou que essa medida é necessária para lidar com os desafios atuais da geração de energia no país.
Histórico do Sistema de Bandeiras Tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 com o objetivo de informar os consumidores sobre os custos da geração de energia no Brasil. As bandeiras são definidas com base na disponibilidade de recursos hídricos e no acionamento de fontes de geração mais caras.
Atualmente, as bandeiras tarifárias são classificadas da seguinte forma:
Bandeira verde: condições favoráveis de geração, sem acréscimos na tarifa.
Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis, com acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh.
Bandeira vermelha – patamar 1: condições mais custosas, com acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh.
Bandeira vermelha – patamar 2: condições ainda mais custosas, com acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.
Opinião
A manutenção da bandeira amarela traz à tona a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a gestão dos recursos hídricos e a diversificação das fontes de energia no Brasil.





