O deputado federal André Janones (Rede-MG) utilizou um treinamento de comunicação do PT para compartilhar estratégias com militantes petistas, enfatizando a necessidade de “descer o cacete” nos eleitores de direita, que ele chama de “gado”. A palestra ocorreu em 9 de junho de 2026.
Durante a apresentação, Janones destacou a importância das redes sociais como as novas “ruas” para o enfrentamento político. Ele afirmou que é essencial levar as conquistas do presidente Lula e atacar a oposição: “As redes sociais são as ruas de hoje em dia e nós temos que fazer o enfrentamento, sim”.
Estratégias de desvio
Para lidar com as críticas direcionadas ao presidente, Janones sugeriu que os militantes criem “cortinas de fumaça” para desviar a atenção de falas de Lula que, segundo ele, são mal interpretadas pela direita. “Pegaram um recorte pequenininho do presidente Lula, tiraram totalmente de contexto. […] Eu falei: ‘não, nós não vamos rebater, nós vamos desviar o foco'”, explicou.
O deputado também comentou sobre sua estratégia em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mencionando que a forma como a narrativa foi construída teve um impacto maior do que o fato em si. “E aí a gente foi criando toda a narrativa, toda a história, e depois um desfecho final, um arremate: ‘Olha, conseguimos o nosso objetivo, mostramos para as autoridades quem é Flávio Bolsonaro'”, relatou.
Controvérsias e consequências
Janones, que enfrenta processos judiciais por suas declarações, foi condenado a pagar uma indenização de R$ 5 mil ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por danos morais, após tê-lo chamado de “vereador pedófilo”. Apesar das controvérsias, ele defende suas ações, afirmando que “vale tudo” para proteger a democracia. “Hoje, para mim, vale tudo para salvar a democracia nesse país”, concluiu.
Opinião
A postura de Janones reflete uma polarização crescente na política brasileira, onde a defesa de ideais pode levar a estratégias controversas e divisivas.





