Santa Catarina

André de Moura Brandão explica buracos em Campo Grande e gera tensão na Câmara

André de Moura Brandão explica buracos em Campo Grande e gera tensão na Câmara

O secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, justificou a situação crítica dos buracos em Campo Grande por meio da idade do asfalto, das intensas chuvas nos últimos meses e da Operação Buraco sem Fim, deflagrada em maio pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

No último encontro da Câmara Municipal, o secretário apresentou números sobre o serviço de tapa-buracos, revelando uma queda de mais de 30% na quantidade de reparos de 2024 para 2025, passando de 284,5 mil para 173 mil. Até agora, em 2023, foram tapados 259 mil buracos, com um pico de quase 160 mil reparos nos primeiros quatro meses do ano. Contudo, a partir de maio, a operação do MPMS levou a uma queda de 80% na produção de reparos, com a suspensão de contratos em quatro das sete regiões da cidade.

Impacto das Chuvas e Idade do Asfalto

Após a deflagração da Operação Buraco sem Fim, as equipes de tapa-buracos foram reduzidas de quatro para apenas duas, resultando em um aumento significativo da quantidade de buracos. Entre junho e julho, os contratos suspensos foram transferidos para a empresa RR Barros Serviços e Construções Ltda., aumentando as frentes de trabalho de 2 para 12. Entretanto, as chuvas intensas de setembro e outubro, com mais de 400 mm de precipitação, novamente limitaram a realização dos serviços, resultando em apenas 25 mil reparos nos dois últimos meses.

Brandão também destacou que, segundo estudos de 2019, mais da metade do pavimento da cidade possui mais de 30 anos, o que demanda urgentemente um recapeamento. Ele citou as Avenidas Costa e Silva e Gury Marques como exemplos de asfaltos envelhecidos.

Planos e Investigações

Ao final da apresentação, os vereadores entregaram a Brandão um Plano Emergencial de Recuperação Viária, que exige um planejamento em até 72 horas, incluindo cronogramas de atendimento e fiscalização da qualidade dos reparos. Além disso, foi solicitado a instauração de uma CPI para investigar os contratos de tapa-buracos, com a assinatura de 29 vereadores. O requerimento está agora na Procuradoria da Câmara, que analisará sua viabilidade.

Opinião

A situação dos buracos em Campo Grande é crítica e exige ações rápidas e eficazes para garantir a segurança e o bem-estar da população.