O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) foi indicado por Flávio Bolsonaro para ser seu candidato a vice na disputa pela presidência. Com 56 anos, Gaspar está em seu primeiro mandato, após ter sido ex-promotor-geral de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas.
Recentemente, Gaspar atuou como relator da CPMI do INSS, onde pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi eleito pelo União Brasil em 2022, mas trocou de partido para o PL em abril de 2023, no período que antecedeu as eleições.
Trajetória política e polêmicas
Antes de sua atuação na Câmara, Gaspar disputou a Prefeitura de Maceió em 2020, mas perdeu no segundo turno para João Henrique Caldas (PSDB). Na Câmara, também foi relator da subcomissão do 8 de janeiro, que investiga os ataques em Brasília em 2023. Sua atuação na CPMI ficou marcada por uma polêmica com o deputado Lindbergh Farias (PT), que o chamou de “estuprador” em referência a um caso de estupro de vulnerável. Gaspar negou as acusações e rebateu com ofensas, gerando uma intensa troca de palavras entre os parlamentares.
A escolha de Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro indica um movimento estratégico em meio ao isolamento da campanha, que buscava um vice de outro partido, mas encontrou resistência das principais siglas, como União Brasil, Progressistas, MDB, Republicanos e Podemos.
Compromisso com o projeto de governo
No anúncio de sua escolha, Flávio destacou a experiência de Gaspar na segurança pública e sua conexão com Alagoas. Gaspar expressou gratidão pela confiança e se comprometeu a trabalhar ao lado de Flávio para transformar o Brasil em um lugar mais justo e decente.
Opinião
A escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro traz à tona não apenas sua trajetória política, mas também as polêmicas que podem impactar a campanha presidencial.





