A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou a criação de uma força-tarefa para dar suporte jurídico à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), após um incêndio de grandes proporções ocorrido na noite de 7 de outubro de 2026. O incêndio destruiu um dos edifícios da instituição, causando um prejuízo estimado em R$ 100 milhões.
A força-tarefa da AGU tem como objetivo fornecer consultoria jurídica para a mitigação de danos, a recomposição da infraestrutura de pesquisa e a salvaguarda das atividades de ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Além disso, o órgão acompanhará as apurações criminais para identificar os responsáveis pelo incêndio.
Impacto na pesquisa e investigação
O prédio afetado pelas chamas abrigava diversos laboratórios de pesquisa em áreas como fármacos, genética e informática. Dados de 20 anos de pesquisa estavam armazenados no local, que também continha dependências de faculdades, incluindo a de educação física. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, foi quem estimou o tamanho do prejuízo.
A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar as causas do incêndio. A AGU, através de sua força-tarefa, disse que fará a interlocução com os órgãos de persecução penal e documentará todos os prejuízos ao patrimônio público, visando subsidiar eventuais ações para o ressarcimento aos cofres públicos, caso alguém seja identificado como responsável pelo incêndio.
Opinião
O incêndio na UFPE é um triste lembrete da fragilidade das instituições de pesquisa no Brasil e da necessidade urgente de proteção e investimento em ciência e tecnologia.





