A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, a Agepen, divulgou dados reveladores sobre a situação das mulheres em custódia em Mato Grosso do Sul. Atualmente, são 1.177 mulheres em custódia, das quais 50,89% estão empregadas, totalizando 599 mulheres que exercem atividades laborais nas penitenciárias.
Essas atividades incluem tanto trabalhos remunerados quanto não remunerados, nas unidades femininas dos regimes semiaberto e fechado. O objetivo das iniciativas da Agepen é desenvolver habilidades profissionais, estimular a autonomia e preparar as presas para a reintegração à sociedade.
Trabalho e Produção
As atividades disponíveis abrangem oficinas industriais, produção de alimentos, artesanato e serviços diversos. A Agepen também mantém convênios com empresas e órgãos públicos para garantir parte das vagas de trabalho. No estado, considerando tanto homens quanto mulheres, 36,46% da população prisional está trabalhando.
Visita Técnica da Senappen
Entre os dias 7 e 9 de outubro, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) realizou uma visita técnica às unidades da Agepen para conhecer projetos de trabalho e ressocialização. A comitiva, que incluía representantes dos sistemas prisionais de São Paulo e Paraná, visitou o Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, o Instituto Penal de Campo Grande e o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira.
Projeto Dignidade Menstrual
No Irmã Irma Zorzi, a oficina do Projeto Dignidade Menstrual conta com seis mulheres presas que produzem cerca de 6,4 mil unidades de fraldas e absorventes por mês. Este projeto é uma parceria entre a Senappen e a Agepen, e os produtos fabricados abastecem as unidades penais femininas de Mato Grosso do Sul.
Além das oficinas de absorventes, a Agepen desenvolve frentes de trabalho em malharia, marcenaria, serralheria, panificação e fabricação de artefatos de concreto. No Instituto Penal de Campo Grande, a comitiva conheceu projetos de musicoterapia, com orquestra e coral, além de um salão de beleza voltado à população LGBTQIA+. No Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, foi apresentada a Horta da Esperança, que fornece hortaliças para a própria unidade e realiza doações a escolas públicas e instituições sociais.
Opinião
Os dados apresentados pela Agepen mostram a importância de iniciativas que promovem a reintegração social e a dignidade das mulheres em custódia, refletindo um caminho positivo para a transformação dentro do sistema prisional.





