Política

Adriano Massuda defende SUS em debates na ONU e no México sobre saúde e doenças raras

Adriano Massuda defende SUS em debates na ONU e no México sobre saúde e doenças raras

O Sistema Único de Saúde (SUS), que possui 36 anos de experiência, foi um dos temas centrais em debates na ONU e no México. O Ministério da Saúde brasileiro, representado pelo secretário-executivo Adriano Massuda, destacou as ações do Brasil relacionadas a doenças raras, saúde neonatal e HIV/aids durante a Semana de Alto Nível da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Debates na ONU

Na última quarta-feira (23), em Nova York, Massuda apresentou as iniciativas do SUS, incluindo a integração do cuidado à menopausa à Atenção Primária à Saúde (APS), e a organização da atenção às pessoas com doenças raras. O secretário-executivo enfatizou a importância de ampliar pesquisas e fortalecer políticas públicas para atender às necessidades específicas das mulheres durante a menopausa.

Massuda também participou de um evento promovido pela Rare Diseases International (RDI), onde defendeu a inclusão das pessoas com doenças raras nas estratégias de cobertura universal de saúde. Desde 2014, o Brasil possui uma Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, com 60 serviços habilitados para atender essa população.

Triagem Neonatal e Acesso a Tratamentos

Durante o encontro, o Programa Nacional de Triagem Neonatal foi destacado como uma ferramenta essencial para o diagnóstico precoce de doenças raras. O Brasil também discute o acesso a terapias inovadoras e a sustentabilidade dos sistemas de saúde, com iniciativas como o compartilhamento de risco para o acesso ao medicamento Zolgensma, utilizado no tratamento da atrofia muscular espinhal.

Cooperação Brasil-México

No México, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou a importância da cooperação entre Brasil e México para transformar conhecimento em inovação na saúde. A agenda discutiu como os dois países podem trabalhar juntos para desenvolver pesquisas e tecnologias, garantindo a soberania local e o abastecimento do mercado global.

Opinião

A experiência do SUS e a cooperação internacional são fundamentais para enfrentar os desafios da saúde global, especialmente em relação a doenças raras e acesso a tratamentos.