Política

ADPF exige que Paulo Gonet se declare impedido após relatório polêmico

ADPF exige que Paulo Gonet se declare impedido após relatório polêmico

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma nota no dia 5 de novembro manifestando sua indignação e preocupação em relação ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A associação pede que Gonet se declare impedido na investigação aberta sobre um relatório produzido pela Polícia Federal a pedido do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O relatório, tornado público em 2 de novembro, expôs mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes e mencionou Gonet. A ADPF solicita que Gonet se abstenha de praticar atos relacionados aos fatos em que é citado e que a investigação instaurada por ele seja arquivada.

Indignação da ADPF

A ADPF, que representa mais de 2.300 delegados, argumenta que a investigação instaurada pela Procuradoria-Geral da República não é a via adequada para questionar a decisão do ministro Mendonça, que ordenou a produção do relatório. A nota destaca que os delegados cumpriram uma ordem judicial sem margem para juízo próprio.

Procedimento de Gonet

Na sexta-feira (4), Gonet comunicou ao presidente do STF, Edson Fachin, que havia instaurado um procedimento para analisar a produção do relatório pela PF. Ele alegou que não foi informado da medida pelo ministro Mendonça. O procedimento visa esclarecer as circunstâncias da elaboração do documento e possíveis interferências externas.

Conselho do Ministério Público Federal

O Conselho Superior do Ministério Público Federal também abriu um procedimento para analisar a conduta de Gonet nas investigações do caso Master. O processo foi iniciado a partir de um pedido de deputados federais do partido Novo e Gonet deve ser ouvido em cerca de dez dias.

Opinião

A situação revela um conflito significativo entre as instituições, ressaltando a importância de uma investigação imparcial e a necessidade de preservar a integridade das ordens judiciais.