O adolescente, de 16 anos, responsável pela morte de Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos, foi localizado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) na tarde dessa quarta-feira (28), em Aquidauana, a 127 quilômetros de onde ocorreu o crime. A morte ocorreu em uma confusão após uma carreata política que aconteceu no último sábado (24), em Bonito, e o jovem estava foragido há quatro dias.
O adolescente estava acompanhado de sua mãe e do pai, Márcio Cossari, de 47 anos, que também esteve envolvido na briga que ocorreu minutos antes do crime. Em operação conjunta da Delegacia Regional de Aquidauana e de Jardim, os policiais cumpriram o mandado judicial de apreensão do adolescente, que foi encontrado em uma casa de um amigo da família, no bairro Cidade Nova, em Aquidauana.
Conforme informações da PCMS, o adolescente se apresentou na presença dos agentes, acompanhado da mãe e de seus advogados. Ele será encaminhado a uma Unidade Educacional de Internação (UNEI) e responderá por ato infracional análogo aos crimes de homicídio tentado e homicídio qualificado.
Detalhes do Crime
O crime ocorreu durante uma discussão entre alguns homens que estavam no local da carreata, que evoluiu para uma briga corporal. Márcio Cossari, pai do adolescente, esteve diretamente envolvido na confusão. Ao perceber a luta, o jovem foi até a caminhonete buscar uma arma de fogo e, ao se aproximar da briga, efetuou três disparos que atingiram Ewerton.
Ewerton foi levado ao Hospital Darcy João Bigaton, mas morreu ao dar entrada na unidade médica. Outro homem também foi ferido e transferido para a Santa Casa de Campo Grande, onde ainda recebe atendimento médico.
Investigações em Andamento
A morte de Ewerton ganhou destaque nas redes sociais, especialmente por ocorrer ao fim de uma carreata em apoio ao então candidato à presidência, Flávio Bolsonaro. Embora algumas suspeitas indicassem motivação política para a confusão, essa tese não foi confirmada e é negada por familiares de Ewerton, que afirmam que ele não participou da briga, mas tentava apartar a luta corporal quando foi atingido.
A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer as circunstâncias do caso e apurar as condutas dos envolvidos. O pai do adolescente, Márcio Cossari, que também estava foragido, compareceu à Delegacia Regional de Jardim, acompanhado de seu advogado, e foi liberado, mas deve ser investigado por porte ilegal de arma e lesões corporais recíprocas.
Opinião
O caso levanta questões sobre a violência nas disputas políticas e a responsabilidade dos envolvidos, especialmente em momentos de tensão social.





