A ameaça de envenenamento da água dos Guarani-Kaiowa em Tacuru é uma das quatro denúncias que o Governo Federal recebeu relacionadas a indígenas em Mato Grosso do Sul. O alerta foi feito pelo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, durante coletiva realizada em Dourados no dia 31.
A comitiva federal, que também contou com a presença do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, da Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, e da deputada federal Sônia Guajajara (PSOL), foi motivada por uma série de denúncias de violência e intimidações após as eleições de 25 de outubro.
Investigação do MPF
O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) já havia instaurado procedimentos para investigar as acusações sobre ataques, hostilidades e intimidações contra comunidades indígenas no estado. As investigações começaram após denúncias encaminhadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que relataram um aumento de episódios de violência e ameaças.
Em relação ao caso do envenenamento, Eloy Terena destacou que apenas essa denúncia possui uma ligação direta com crime político. Ele afirmou que buscará ampliar o debate com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) para apurar a qualidade da água consumida pelos moradores da região.
Afastamento de Servidores
Após a denúncia, a prefeitura de Tacuru foi recomendada a afastar os servidores responsáveis pelos áudios ameaçadores. Uma investigação detalhada do MPF-MS também apurou outras denúncias de homicídios motivados por conflitos políticos, mas esclareceu que alguns casos foram mal interpretados e não tinham motivação política.
Além disso, o MPF solicitou a averiguação da autoria e autenticidade de gravações com intimidações direcionadas aos povos originários, além de medidas para garantir a segurança e o atendimento essencial às comunidades.
Opinião
A situação dos povos indígenas em Mato Grosso do Sul exige atenção e ação imediata para garantir seus direitos e a segurança de suas comunidades.





