A defesa de Daniel Vorcaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um laudo pericial que revela alterações significativas em seu celular, apreendido pela Polícia Federal (PF) no dia 17 de novembro de 2025. O relatório indica que 657 arquivos foram modificados e 436 arquivos foram criados após a apreensão, levantando questionamentos sobre a integridade das provas relacionadas às suas atividades no Banco Regional de Brasília (BRB).
Indiciamento e Acusações
No dia 28 de novembro de 2025, Vorcaro e mais 14 investigados foram indiciados pela PF por crimes de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O indiciamento destaca a participação direta de Vorcaro nas operações de carteiras de crédito irregulares do Banco Master, que causaram prejuízos ao BRB.
Reação da Defesa
A defesa de Vorcaro argumenta que o laudo pericial evidencia a impossibilidade de verificar a integralidade do conteúdo do celular e pede a entrega dos dados originais pela PF para uma nova avaliação. Eles destacam que é “inconcebível” que Vorcaro esteja custodiado há mais de 8 meses sem acusações formais, o que torna sua soltura uma necessidade urgente.
Conclusões do Laudo
O laudo foi entregue ao STF no dia 29 de novembro de 2025 e levanta questões sobre o estado dos arquivos enquanto estavam sob custódia estatal. A defesa afirma que o registro de modificações não implica diretamente que uma pessoa tenha alterado os arquivos, mas confirma que alterações ocorreram durante o período de custódia.
Opinião
A situação de Daniel Vorcaro ilustra a complexidade das investigações financeiras e a importância da integridade das provas em processos judiciais.





