O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) fez sérias acusações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao afirmar que ele está dando desculpas para não abrir seus sigilos. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo no dia 21 de outubro de 2026, onde Alckmin destacou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aceitou as 19 condições apresentadas por Flávio para a abertura dos dados.
Exigências e Transparência
Alckmin criticou as exigências de Flávio, que incluem a ampliação do período de análise dos sigilos para 2003, enquanto a proposta de Lula abrange os últimos oito anos. O vice-presidente defendeu que candidatos a cargos públicos devem ser transparentes e não ter sigilos financeiros ou telefônicos.
Proposta de Abertura de Sigilos
A proposta original de Lula visa a abertura e divulgação pública dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, incluindo informações de familiares e da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., da qual o presidente é sócio. Em contrapartida, Flávio exige que os dados de sua família e de empresas ligadas a ele também sejam analisados.
Polêmica da Offshore
A defesa de Flávio não apresentou os extratos da offshore Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, alegando que ele não é sócio ou beneficiário da empresa. Contudo, a Polícia Federal indicou que Flávio seria ‘usuário master’ da conta da holding, levantando mais questões sobre sua transparência.
Críticas e Debate
Além das exigências, Alckmin também criticou Flávio por não ter respondido a questionamentos durante o debate presidencial realizado pela Band. A campanha de Lula, por sua vez, continua a se posicionar contra as alegações de Flávio, que foram descritas como mentiras.
Opinião
A situação entre Alckmin e Flávio Bolsonaro levanta questões importantes sobre a transparência em campanhas eleitorais e a responsabilidade de candidatos em relação a seus dados financeiros.





