O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está monitorando os impactos do El Niño no agronegócio, especialmente nas regiões de Maracaju e Aral Moreira, que são as mais afetadas. O fenômeno começou no fim de setembro de 2023 e deve continuar a influenciar o clima nos próximos meses, colocando em risco as lavouras de soja e algodão.
Uma análise da Embrapa revelou que a projeção de produção de soja para a safra 2026/2027 é de 15,3 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 13,2% em comparação ao ciclo anterior. A área destinada ao cultivo de soja é de 4,87 milhões de hectares, com um aumento de 5,5% em relação à safra passada.
Impactos nas Lavouras
O boletim Casa Rural da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) já identificou perdas devido ao atraso no início da estação chuvosa, que pode inviabilizar a semeadura no período adequado. A análise aponta que, especialmente no sul de Mato Grosso do Sul, há risco de apodrecimento de frutos e perda de qualidade nas colheitas.
Até outubro de 2023, o plantio de soja alcançou 18% da área monitorada, com avanço maior no sul, onde chegou a 25,3%. A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS) destacou que a umidade nas regiões Centro-Sul tem favorecido o plantio, enquanto a região Norte ainda enfrenta desafios devido à irregularidade das chuvas.
O Cenário do Algodão e Milho
A Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) está atenta às condições climáticas para a safra 2026/2027, que deve iniciar em dezembro. Os produtores estão preocupados com a possibilidade de um veranico em novembro, que pode impactar negativamente a colheita.
Quanto ao milho, o período atual é de colheita da segunda safra 2025/2026, com 99,96% da área plantada já colhida. A produção de milho está estimada em 16,253 milhões de toneladas, representando um crescimento de 16,7% em relação à safra anterior.
Opinião
A situação climática exige atenção redobrada dos produtores, que precisam se adaptar rapidamente às mudanças para minimizar perdas e garantir a qualidade das colheitas.





