Autoridades financeiras e dirigentes de bancos centrais de todo o mundo se reunirão em Bangcoc, capital da Tailândia, nesta semana para a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), que começa na segunda-feira. As discussões se concentrarão em inflação, inteligência artificial e mudanças climáticas.
Um evento histórico
A Tailândia sedia as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial pela primeira vez em mais de 30 anos, tendo recebido o evento pela última vez antes da crise financeira asiática de 1997. A última reunião na Ásia ocorreu em 2018, na ilha turística de Bali, na Indonésia.
Desafios econômicos globais
As reuniões deste ano ocorrem em um momento em que se espera que muitos países enfrentem decisões de política monetária difíceis. A alta nos preços do petróleo, decorrente do conflito entre Estados Unidos e Irã, está impulsionando a inflação de energia. Além disso, o fenômeno El Niño, previsto até fevereiro de 2027, gera preocupações quanto à inflação dos preços dos alimentos.
Os bancos centrais estão divididos entre acelerar o aumento das taxas de juros para combater a inflação ou adiar novos aumentos para não desacelerar ainda mais o crescimento econômico.
Inteligência Artificial em pauta
Outro foco das discussões será o avanço dos investimentos globais em inteligência artificial e suas implicações econômicas. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, fará o discurso de abertura na quarta-feira, enfatizando que a economia global está sendo puxada em direções opostas por choques negativos e positivos.
Georgieva também alertou que o boom na construção de infraestrutura de IA e as altas nos preços de energia e alimentos são inflacionários, o que impacta a economia global de maneira desigual.
Reuniões e planos de contingência
As reuniões prosseguem até domingo, e os ministros do G20 se reunirão na quinta-feira, paralelamente ao evento do FMI. O encontro acontece após fortes inundações em Bangcoc, levando as autoridades a elaborar planos de contingência.
Opinião
As discussões em Bangcoc são cruciais para entender como a Ásia pode fortalecer sua resiliência frente a choques externos e se posicionar como um motor de crescimento na economia global.





