A Polícia Federal arquivou, nesta semana, um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar suspeitas de interferência estrangeira nas eleições de 2023. A decisão foi tomada pela Diretoria de Inteligência Policial (DIP), que não encontrou elementos suficientes para abrir uma apuração formal.
A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Valor. A decisão ocorre após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, declarar em entrevista no dia 4 de outubro que o pedido estava em análise, mas que não havia um inquérito policial aberto. “Já é uma investigação em andamento, mas ainda não foi instaurada a portaria do inquérito policial”, explicou Rodrigues.
O diretor conversou com jornalistas no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília, onde são centralizadas as informações de segurança sobre ocorrências no dia do primeiro turno da eleição deste ano. No mesmo dia, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, também afirmou em coletiva que a corte não recebeu informações sobre suspeitas de interferência estrangeira na disputa eleitoral.
Na quinta-feira (1), a AGU solicitou que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) investiguem um suposto aporte de US$ 1 milhão dos Estados Unidos para financiar a atuação de organizações em solo brasileiro contra o Supremo Tribunal Federal (STF). A solicitação foi baseada em uma reportagem do The Guardian.
Opinião
A decisão da PF de arquivar o pedido da AGU levanta questões sobre a transparência das investigações e a proteção da integridade eleitoral.





