O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou a atualização da ‘Lista Suja’ nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, incluindo 82 novos empregadores que submeteram 553 trabalhadores a condições análogas à escravidão. Essa atualização representa uma redução de 51,48% em relação à atualização anterior.
A nova lista abrange registros de 21 unidades da Federação, com Minas Gerais destacando-se como o estado com o maior número de ocorrências, totalizando 19 casos. Outros estados com registros significativos incluem Bahia com 8 casos e Amazonas e Maranhão, ambos com 6 ocorrências.
Atividades Econômicas em Foco
As atividades que mais contribuíram para as inclusões na lista foram a criação de bovinos para corte (8), serviços domésticos (7), produção de carvão (6), produção de café (6) e construção de edifícios (5).
O Cadastro de Empregadores, que existe desde 2003, é uma ferramenta de transparência que resulta das ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão, realizadas por Auditores-Fiscais do Trabalho. A atualização ocorre semestralmente, e nesta edição, 151 nomes foram excluídos após dois anos de publicação.
Importância da Transparência
O Cadastro é regulamentado pela Portaria Interministerial nº 18, de 13 de setembro de 2024, e foi considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020. A decisão do STF reafirma que a publicação do Cadastro é um instrumento de transparência, alinhado ao princípio da publicidade dos atos do poder público.
Opinião
A atualização da ‘Lista Suja’ é um passo importante na luta contra o trabalho análogo à escravidão, mas é essencial que a sociedade se mobilize para exigir mais ações efetivas do governo e das instituições envolvidas.





