O risco Brasil, medido pelo Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, voltou a subir, atingindo 121 pontos em 16 de maio de 2026. Essa alta representa um aumento em relação aos 116 pontos da semana anterior e reacende os temores de calote da dívida pública brasileira.
O CDS é um indicador crucial para o mercado financeiro, pois mede a percepção de risco de inadimplência de um país. Com a recente oscilação, o índice permanece próximo das mínimas registradas durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2023, o CDS chegou a um pico de cerca de 240 pontos, refletindo incertezas fiscais e discussões sobre um novo arcabouço fiscal.
Fatores que influenciam o CDS
Ainda que o risco Brasil tenha mostrado uma trajetória de queda desde 2023, a cautela entre investidores persiste. O cenário eleitoral de 2026 e as medidas fiscais adotadas pelo governo federal são pontos de atenção. No governo anterior, de Jair Bolsonaro, o menor patamar do CDS foi de cerca de 93 pontos, antes da pandemia de covid-19.
Além disso, fatores externos como as taxas de juros dos Estados Unidos e o fluxo internacional de capitais também influenciam o comportamento do CDS brasileiro. A atual situação exige que os agentes do mercado permaneçam vigilantes em relação à trajetória da dívida pública e ao cenário fiscal.
Opinião
A situação atual do risco Brasil exige atenção redobrada dos investidores, especialmente em um ano eleitoral, onde as decisões podem impactar diretamente a economia.





