Na madrugada de 9 de setembro, uma loja de artigos religiosos católicos em Fortaleza foi alvo de um atentado com coquetel molotov. O ataque, que começou com um cartaz ameaçador, foi parte de uma série de incidentes que também atingiram outros estabelecimentos católicos e um da umbanda na capital cearense. As investigações estão a cargo da Polícia Civil.
No dia seguinte ao ataque, o Padre Josileudo Queiroz da Igreja de São José Operário expressou sua indignação nas redes sociais, ressaltando que o Brasil é um país laico e que esses atos se configuram como crime de intolerância religiosa.
Outros Ataques e Investigação Federal
Os atentados em Fortaleza não foram os únicos. Um dia antes, em Londrina (PR), uma imagem de Nossa Senhora Aparecida teve sua cabeça arrancada, e em Salvador, imagens religiosas também foram vandalizadas. Em resposta a essa onda de violência, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Polícia Federal iniciasse uma investigação sobre os ataques a símbolos religiosos católicos.
Crescimento das Denúncias de Intolerância Religiosa
Dados do Disque 100 revelam que, apenas no primeiro semestre de 2026, foram registradas 270 denúncias de intolerância religiosa, um aumento superior a 100% em relação ao ano anterior. As denúncias entre católicos também cresceram, passando de 15 para 34. A intolerância religiosa afeta principalmente os praticantes de candomblé e umbanda, que historicamente são os alvos mais frequentes.
Punições e Crimes Imprescritíveis
O defensor público do Ceará, Igor Barreto, esclareceu que os crimes de intolerância religiosa são insuscetíveis de fiança e podem ser processados a qualquer momento. A pena para esses crimes varia de 1 a 5 anos de reclusão, além de multa.
Opinião
Os recentes ataques a símbolos religiosos evidenciam a necessidade urgente de um debate mais profundo sobre a intolerância religiosa no Brasil e a proteção das diversas expressões de fé.





