O Irã insistiu neste sábado que apenas a diplomacia pode solucionar seu conflito com os Estados Unidos e Israel, após o presidente americano, Donald Trump, ter rejeitado uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar os combates. A proposta de paz do Irã foi apresentada durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e transmitida aos americanos por mediadores do Catar.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, enfatizou que as condições para a reabertura do Estreito de Ormuz são claras e dependem do cumprimento dessas exigências. “Somente uma solução negociada pode tirá-los desse impasse”, escreveu Araghchi nas redes sociais.
Trump, por sua vez, declarou que o desespero está por trás da tentativa do Irã de chegar a um acordo, afirmando que eles desejam uma solução imediata porque estão ‘perdendo feio’. Apesar da negativa pública de Trump, os mediadores ainda não comunicaram oficialmente ao Irã a rejeição americana à proposta.
O presidente dos EUA também comentou sobre o bloqueio econômico imposto ao Irã, que visa pressionar o país a interromper ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica. Embora Trump afirme que os EUA controlam a região, o tráfego marítimo foi drasticamente reduzido devido aos conflitos.
O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar a rejeição da proposta iraniana por Trump, que expressou ceticismo em relação à disposição do Irã em atender às suas exigências. Além disso, Trump indicou a possibilidade de uma nova campanha de bombardeios após as próximas eleições de meio de mandato, que ocorrem em novembro.
Uma autoridade americana havia afirmado anteriormente que as discussões entre EUA e Irã eram “positivas e construtivas”.
Opinião
A insistência do Irã em buscar uma solução diplomática destaca a complexidade das relações internacionais e a importância do diálogo em momentos de tensão.





