No dia 23 de setembro de 2026, o Ministério da Saúde promoveu uma roda de conversa virtual para discutir a preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos do fenômeno El Niño 2026/2027. O evento contou com a participação de movimentos sociais, pesquisadores e representantes de diversos territórios, com o objetivo de compartilhar experiências e propor soluções para as emergências climáticas.
Estratégias e Preparação do SUS
A partir de outubro de 2026, o Brasil entra em um período crítico que se estenderá até março de 2027, onde diferentes regiões enfrentarão riscos variados. O Ministério da Saúde, sob a liderança do secretário-executivo substituto Nilton Pereira Júnior, destacou a importância de um planejamento estratégico que leva em conta as previsões climáticas e as vulnerabilidades locais.
No Sul, onde há maior probabilidade de chuvas intensas e inundações, o SUS está fortalecendo a sua atuação em Porto Alegre, com a criação de centros de informação em saúde e clima e planos de contingência. Já no Nordeste e Sudeste, as medidas incluem a implementação de zonas de resfriamento e pontos de hidratação para combater o calor extremo.
Aumento da Capacidade de Resposta
Entre 2023 e 2026, o número de equipes de saúde na Amazônia cresceu em 24,9%, e a frota de Unidades Básicas de Saúde (UBS) fluviais aumentou em 24,6%. Essas ações visam ampliar a cobertura e a eficácia das respostas do SUS frente às adversidades climáticas.
Além disso, o Ministério da Saúde está estabelecendo bases da Força Nacional do SUS em cidades estratégicas como Salvador, Recife e Fortaleza, para garantir um suporte adequado às populações vulneráveis.
Próximos Passos e Diálogo Contínuo
O evento resultou em um compromisso do Ministério da Saúde de sistematizar as contribuições dos participantes e promover articulações intersetoriais, visando uma resposta mais ágil e eficaz às emergências. A participação dos movimentos sociais é considerada fundamental para mobilizar gestores e garantir o acesso às ofertas do Governo Federal.
Opinião
O fortalecimento do SUS em face das mudanças climáticas é essencial para garantir a saúde da população, especialmente em regiões mais afetadas, e deve ser uma prioridade contínua do governo.





