Política

STF decide unificar licenças-maternidade e adotante e acaba com desigualdade

STF decide unificar licenças-maternidade e adotante e acaba com desigualdade

O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão histórica nesta quarta-feira, 23 de outubro de 2023, ao unificar os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. Por unanimidade, os ministros acolheram uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que visava eliminar a desigualdade existente entre os diferentes tipos de licença.

Decisão e seus impactos

Com a nova regra, tanto mães biológicas quanto mães adotantes terão direito a licenças remuneradas de 120 dias, que podem ser prorrogadas por mais 60 dias. Essa mudança se aplica a todas as categorias de trabalho, independentemente do vínculo trabalhista. O prazo para usufruir da licença começa a contar a partir do parto ou da obtenção da guarda da criança. Em casos de internação, o prazo se inicia a partir da alta da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último.

Contexto do julgamento

O julgamento da ação, que foi protocolada pela PGR em outubro de 2023, começou em 16 de outubro de 2023. O relator do caso, Alexandre de Moraes, argumentou que as licenças têm como objetivo criar vínculos afetivos entre mães e filhos e que não deveriam ter prazos diferenciados. A decisão do STF se baseou no entendimento de que o tratamento desigual em relação ao regime de contratação da mulher é inconstitucional.

Antes da unificação, as mães adotantes em algumas categorias, como as servidoras públicas, tinham direito a apenas 90 dias de licença, enquanto no Ministério Público, o prazo chegava a apenas 30 dias. A nova regra busca garantir igualdade de direitos e benefícios para todas as mães no Brasil.

Opinião

A decisão do STF representa um avanço significativo na luta pela igualdade de direitos das mulheres, promovendo um ambiente mais justo e igualitário para todas as mães.