A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, iniciou uma investigação que abrange 12 empresas do setor de combustíveis, após identificar indícios de aumento abusivo de preços. A medida foi publicada no Diário Oficial da União em 21/09/2026 e resultou na abertura de 70 processos contra as companhias.
Indícios de Aumento Abusivo
A fiscalização da Senacon revelou indícios suficientes de elevação de preços sem justificativa adequada em sete estados. Além dos processos abertos, o órgão recebeu 330 denúncias da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que indicam possíveis aumentos incompatíveis com as justificativas apresentadas pelas empresas.
Empresas Investigadas
Entre as distribuidoras sob investigação estão a Vibra Energia, Ipiranga Produtos de Petróleo e Ale Combustíveis, que juntas representam 40,7% das vendas de gasolina C e 42,9% das vendas de diesel B no Brasil, conforme dados de 2024 do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da ANP.
Prazo para Apresentação de Defesas
As empresas têm um prazo de 20 dias para apresentar suas explicações à Senacon sobre os preços praticados. Caso sejam constatadas infrações ao Código de Defesa do Consumidor, as multas podem chegar a até R$ 14 milhões.
Próximos Passos
A abertura dos processos não implica uma conclusão sobre a culpabilidade das empresas, mas é um passo necessário para esclarecer os motivos das variações de preços e permitir que as distribuidoras se defendam antes da aplicação de possíveis penalidades.
Opinião
A investigação da Senacon é um passo importante para garantir a transparência e a justiça no mercado de combustíveis, protegendo assim os direitos dos consumidores.





