Moradores de diferentes pontos de Campo Grande enfrentam uma sexta-feira (11) desafiadora, após completarem quase 24 horas sem energia elétrica. O problema se agravou devido aos danos causados pelo temporal que atingiu a capital na tarde de quinta-feira (10), resultando em 24,4 mm de chuva em apenas 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de rajadas de vento de até 83 km/h.
Na Vila Olinda, Izabella Gomes Escobar, de 22 anos, relata que sua rua permanece sem energia desde as 18h de quinta-feira. A falta de luz não apenas afeta a residência, mas também o comércio da família. “Cada hora eles dão uma previsão diferente para o restabelecimento. Isso complica tudo”, desabafa Izabella, que precisou sair do bairro para recarregar os celulares.
Os desafios aumentam, pois a falta de energia também interrompeu o abastecimento de água em muitas casas. A servidora pública Lindalva Gomes de Lima, de 53 anos, enfrenta dificuldades ainda maiores, já que sua residência depende de um sistema elétrico para o abastecimento de água. “Sem energia, está um caos!”, lamenta.
O temporal causou mais de 100 árvores caídas e danificou postes, alagando várias regiões da cidade. A concessionária Energisa informou que, até as 13h de sexta-feira, havia conseguido restabelecer 82% do fornecimento para os consumidores afetados. Para isso, ampliou suas equipes e trouxe trabalhadores de outros estados para ajudar na recuperação da rede elétrica.
Enquanto isso, os moradores improvisam com caixas térmicas para preservar alimentos e bebidas, tentando manter uma rotina minimamente normal. A expectativa é que o fornecimento de energia seja normalizado o quanto antes, mas a incerteza persiste com novas chuvas sendo previstas.
Opinião
A situação em Campo Grande mostra a fragilidade das infraestruturas urbanas diante de eventos climáticos extremos. É crucial que as autoridades e concessionárias estejam preparadas para agir rapidamente em situações como essa.





