O iPhone 18 Pro, lançado pela Apple com preço a partir de R$ 11.999 no Brasil, exige que o trabalhador brasileiro, que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 por mês, trabalhe 7,4 meses ou 1.628 horas para adquiri-lo. Esses números revelam uma disparidade significativa quando comparados com outros países.
Comparação Internacional
Na Suíça, um trabalhador que recebe o piso salarial de Genebra precisa apenas de 53 horas para comprar o mesmo modelo, que custa CHF 1.299 (cerca de R$ 8.198). Isso representa uma diferença de 30 vezes em relação ao Brasil. O salário mínimo em Genebra é de CHF 24,59 por hora, enquanto no Brasil é de apenas R$ 7,37 por hora.
Nos Estados Unidos, um trabalhador de Nova York precisa de 76,8 horas para comprar o iPhone 18 Pro, que custa US$ 1.199 (aproximadamente R$ 6.146), e na Austrália, são necessárias 79,4 horas de trabalho para adquirir o aparelho, que custa A$ 2.099 (cerca de R$ 7.729).
Ranking de Preços e Acessibilidade
O Brasil ocupa a segunda posição no ranking de preços do iPhone 18 Pro, atrás apenas da Turquia, onde o aparelho custa 137.999 liras turcas (aproximadamente R$ 14.583). Contudo, quando se considera o poder de compra, o Brasil se torna o país com o iPhone mais inacessível, já que um trabalhador turco gastaria 815 horas para comprá-lo.
Além do iPhone 18 Pro, a Apple lançou o modelo 18 Pro Max e o iPhone Duo, que pode custar até R$ 30.999 no Brasil. Um trabalhador brasileiro precisaria trabalhar 4.206 horas para adquirir o iPhone Duo de 2 TB, sem considerar outros gastos.
Opinião
A disparidade nos preços do iPhone entre Brasil e outros países evidencia a carga tributária elevada e a necessidade de uma discussão mais ampla sobre o poder de compra dos brasileiros.





