Agosto de 2023 marca os 50 anos da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Este é um momento oportuno para reverenciar a memória de um dos maiores estadistas da história do Brasil, que ocupou a Presidência da República de 1956 a 1961. Seu legado permanece intacto, fruto de sua seriedade, coragem e visão estratégica.
JK assumiu em um período politicamente conturbado, mas não se afastou de seu ideal de promover o desenvolvimento econômico e social em ritmo acelerado. Ele se debruçou sobre metas a serem implementadas em harmonia entre si, refletindo positivamente na dinâmica econômica. O Plano Nacional de Desenvolvimento, ou Plano de Metas, foi a chave do sucesso de sua gestão, que incluiu a construção da nova capital federal, Brasília, e a criação da Zona Franca de Manaus pela Lei nº 3.173 de 6/6/1957.
O crescimento econômico sob JK
Durante o governo de JK, o PIB brasileiro cresceu, em média, mais de 8% ao ano, superando a média mundial da época em 52%. A produção industrial nacional cresceu 80%, alavancando a transformação estrutural da economia. Brasília não apenas se tornou o centro do poder, mas também impulsionou a região do Centro-Oeste, que hoje representa 26% do PIB nacional.
JK não foi um político de promessas, mas um gestor de realizações. Das 31 metas de seu plano, mais de 80% foram cumpridas integralmente. O slogan “Cinco décadas em cinco anos” não foi mera retórica. Contudo, após seu governo, o Brasil passou por uma série de crises e desafios, e as desigualdades regionais se acentuaram.
Desafios atuais do Brasil
Atualmente, o Brasil ocupa a 74ª posição em renda per capita e o IDH caiu da 73ª posição em 2002 para a 84ª atualmente. Além disso, o país registra 33 mil homicídios intencionais por ano. A corrupção se instalou e, segundo levantamento da Transparência Internacional, há 106 países com setor público mais honesto que o brasileiro.
Os governantes das últimas décadas não assimilaram as lições deixadas por JK. O Brasil, que deveria ser um exemplo de crescimento e desenvolvimento, enfrenta uma realidade preocupante, com uma carga tributária elevada e péssimos serviços públicos.
Opinião
O legado de Juscelino Kubitschek é um chamado à ação para que os atuais líderes do Brasil sigam seu exemplo e busquem um caminho de desenvolvimento e justiça social.





