Economia

IBGE revela queda de -0,40% no IPCA-15 e impacto do Bônus de Itaipu

IBGE revela queda de -0,40% no IPCA-15 e impacto do Bônus de Itaipu

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15 de agosto de 2026 apresentou uma queda de -0,40%, o que representa uma redução de 0,46 ponto percentual em relação ao mês anterior. Essa queda é resultado de diversos fatores, incluindo a significativa redução nos preços do tomate, da batata-inglesa, da cenoura e do café moído, além de recuos nos custos da energia elétrica, passagens aéreas e combustíveis.

Impactos do Bônus de Itaipu

O Bônus de Itaipu foi o fator que mais impactou negativamente o índice geral, influenciando a queda na energia elétrica residencial, que recuou 6,25%. Este bônus foi creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, contribuindo para a variação negativa do grupo Habitação, que apresentou uma queda de -1,41%.

Quedas significativas nos preços

Além da energia elétrica, o grupo Transportes também apresentou uma queda significativa, saindo de 0,11% em julho para -1,00% em agosto, com recuos nas passagens aéreas de -13,30% e nos combustíveis de -1,43%. O grupo Alimentação e Bebidas teve uma variação de -0,57%, sendo o tomate o item que mais se destacou, com uma queda de 27,38%.

Reajustes e altas de preços

O IPCA-15 também reflete uma alta acumulada de 3,09% no ano e uma queda de 4,24% nos últimos 12 meses. Em contrapartida, os planos de saúde terão um reajuste de 5,11%, que será aplicado a partir de maio de 2026, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Dados da coleta de preços

Os preços utilizados para o cálculo do IPCA-15 foram coletados entre 16 de julho e 14 de agosto de 2026, e a comparação foi feita com os preços vigentes de 17 de junho a 15 de julho de 2026. O indicador é voltado para famílias que recebem entre 1 e 40 salários-mínimos e abrange diversas regiões metropolitanas, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.

Opinião

A recente queda do IPCA-15 é um reflexo das medidas adotadas, mas a expectativa é que os reajustes futuros, especialmente nos planos de saúde, possam impactar o bolso do consumidor nos próximos meses.