Economia

Brasil registra deflação de 0,40% em agosto com queda em energia e alimentos

Brasil registra deflação de 0,40% em agosto com queda em energia e alimentos

O Brasil registrou uma deflação de 0,40% na prévia da inflação de agosto, conforme os dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira (26). Essa queda foi impulsionada por uma significativa redução nos preços de energia elétrica, combustíveis, passagens aéreas e alimentos.

Queda nos preços e impacto no índice

O resultado do IPCA-15 ficou 0,46 ponto percentual abaixo do índice de julho, que havia registrado uma alta de 0,06%. O acumulado em 12 meses também apresentou uma redução, passando de 4,52%% para 4,24%%, abaixo do teto da meta de inflação de 4,5%%.

A principal pressão para a queda foi do grupo Habitação, que recuou 1,41%, impactando em 0,22 ponto percentual no índice geral. A energia elétrica residencial teve uma queda expressiva de 6,25%, resultado da incorporação do Bônus de Itaipu nas contas emitidas em agosto.

Transporte e alimentação em queda

O setor de Transportes também contribuiu para a deflação, com uma queda de 1% em agosto, em comparação a uma alta de 0,11% em julho. As passagens aéreas recuaram 13,30%, enquanto os combustíveis apresentaram uma queda de 1,43%, com destaque para o etanol (-3,63%), a gasolina (-1,23%) e o óleo diesel (-0,71%).

A alimentação também teve um papel crucial, com uma queda de 0,57% no grupo e um recuo de 0,97% nos alimentos consumidos dentro de casa. O tomate foi um dos produtos que mais caiu, com uma redução de 27,38%.

Desempenho regional da deflação

As onze áreas pesquisadas pelo IPCA-15 registraram variações negativas em agosto, evidenciando que a deflação não se concentrou em poucas regiões. Curitiba teve a maior queda, de 0,82%, impulsionada pela redução de 15,34% nas passagens aéreas e de 4,83% na energia elétrica residencial. Em São Paulo, a deflação foi de 0,06%, limitada por aumentos em alguns produtos.

Apesar da queda mensal, o IPCA-15 acumula uma alta de 3,09% no ano e de 4,24%% em 12 meses.

Opinião

A deflação observada em agosto reflete a combinação de fatores que impactam diretamente o bolso do consumidor, sendo um alívio em tempos de incertezas econômicas.