Os juros futuros encerraram o pregão do dia 25 de outubro de 2023 em forte queda, ampliando a tendência observada na reta final do dia. Essa movimentação ocorre à medida que os investidores se posicionam para o IPCA-15 de agosto, que será divulgado em 26 de outubro de 2023 e deve indicar uma deflação de 0,31% neste mês.
O principal catalisador para os negócios veio do exterior, impulsionado pelos recuos significativos do petróleo Brent, que caiu para US$ 87 por barril, e das taxas dos títulos do Tesouro americano, que reagiram positivamente a sinais de progresso nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.
Impactos no Mercado de Juros
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 caiu de 13,70% para 13,675%; a do DI de janeiro de 2028 recuou de 13,885% para 13,815%; a do DI de janeiro de 2029 teve uma forte baixa de 14,175% para 14,095%, enquanto a do DI de janeiro de 2031 anotou queda de 14,42% para 14,35%.
Em Nova York, as taxas dos Treasuries operavam próximas às mínimas, com a taxa da T-note de dez anos caindo de 4,701% para 4,626%.
Leilão de NTN-Bs e Expectativas de Inflação
O cenário doméstico foi ainda mais impactado por um leilão de NTN-Bs, que teve o maior volume financeiro desde fevereiro de 2023, com a oferta de 1,65 milhão de NTN-Bs. Este leilão superou a oferta de 1,2 milhão de NTN-Bs da semana anterior e é considerado um reflexo da demanda forte por títulos atrelados à inflação.
Os analistas de renda fixa do BMO Capital Markets destacam que, apesar do cenário geopolítico ser uma fonte de risco, o diálogo diplomático tem ajudado a conter os preços de energia, o que, por sua vez, afeta as expectativas de inflação.
Opinião
A recente queda nos juros futuros e a expectativa de deflação refletem um ambiente econômico em transformação, onde fatores externos e internos se entrelaçam, criando novas oportunidades e desafios para os investidores.





