A Federação Escocesa de Futebol anunciou, no dia 17 de outubro de 2023, a retirada de seu apoio a Gianni Infantino, atual presidente da FIFA. A decisão ocorre a apenas sete meses da eleição presidencial da entidade, em que Infantino é o único candidato à reeleição, marcada para março de 2027.
Desde que assumiu o cargo em 2016, Infantino tem enfrentado críticas severas, especialmente devido ao seu plano de abrir a FIFA a investidores privados, que não obteve sucesso. O diretor-executivo da SFA, Ian Maxwell, declarou que a associação não votará em Infantino, alinhando-se com a posição da UEFA.
Descontentamento entre Associações
Além da Escócia, associações como Inglaterra, Irlanda e País de Gales também já manifestaram que não apoiarão o atual dirigente. As críticas incluem a falta de transparência e de diálogo com as associações-membro, questões que foram reiteradas em uma carta aberta conjunta das confederações da UEFA, Concacaf e AFC.
Essas entidades afirmaram que “quando a confiança é quebrada pelo engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou a autoridade, esse dever é abandonado”. Maxwell também enfatizou que houve falhas de liderança, e que mudanças na transparência e na governança são necessárias, embora a forma como isso será implementado ainda deva ser debatida.
Opinião
A retirada do apoio da Federação Escocesa a Gianni Infantino reflete um crescente descontentamento no cenário do futebol mundial, onde a necessidade de mudanças se torna cada vez mais evidente.





