O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a condenação do ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) a 9 anos, 10 meses e 15 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino em 14 de agosto de 2026, permitindo que Jucá concorra nas eleições de 2026.
A condenação havia sido imposta pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em julho de 2026, após o ex-senador ter sido absolvido em primeira instância. O TRF-1 concluiu que uma doação de R$ 150 mil da Odebrecht ao MDB de Roraima ocultava o pagamento de propina a Jucá.
O ex-senador registrou sua candidatura a deputado federal por Roraima em 15 de agosto de 2026, logo após a decisão de Dino. A defesa de Jucá argumentou que o processo não deveria ter sido julgado pela Justiça Federal de primeira instância nem pelo TRF-1, e o ministro acolheu essa argumentação, afirmando que os fatos ocorreram durante o exercício do mandato do ex-senador.
Além de suspender a condenação, a decisão de Dino também afastou a inelegibilidade de Jucá, permitindo que ele avance na disputa eleitoral enquanto o STF analisa o caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá se manifestar sobre o processo.
Investigações e Carreira de Jucá
Romero Jucá, de 71 anos, é um político com uma longa carreira, tendo sido alvo de investigações da Lava Jato. Ele iniciou sua trajetória política em Roraima e ocupou cargos importantes, incluindo a presidência da Funai e a governadoria do estado. Foi senador por três mandatos e atuou como líder do governo durante diferentes administrações.
As investigações contra Jucá surgiram no final de sua carreira parlamentar, com denúncias de que ele teria recebido R$ 150 mil para favorecer a Odebrecht na tramitação de medidas provisórias. O STF já havia retirado investigações envolvendo Jucá da esfera da Lava Jato, mas a decisão de Dino não encerra o processo, apenas suspende os efeitos da condenação.
Opinião
A suspensão da condenação de Jucá levanta questões sobre a justiça e a política brasileira, refletindo a complexidade das relações entre corrupção e poder.





